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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009, 12h:20 - A | A

Várzea Grande

Secretária reage a Sérgio e nega caos no PS

Deputado Sérgio Ricardo, presidente da CPI da Saúde    A secretária de Saúde de Várzea Grande Jaqueline Guimarães reagiu às acusações do presidente da CPI da Saúde, deputado Sérgio Ricardo (PR), e afirma desconhecer o caos vivido pelo Pronto-Socorro Municipal do maior município de Mato Grosso. Segundo ela, da primeira vez que Sérgio visitou a unidade na condição de presidente da Comissão não fez qualquer reclamação ou descrição de problemas, entre eles de falta de estrutura e de equipamentos.

   A precariedade no atendimento foi constatada por Sérgio, que visitou o pronto-socorro nesta quarta à tarde e encontrou até consultório fechado e aviso na porta sobre falta de equipamentos. De acordo com o parlamentar, a população está revoltada com a situação e assegura que muitos pacientes estão há vários dias à espera de cirurgia pelo SUS e se submetem a uma situação humilhante. Jaqueline se mostrou incomodada ao ser questionada sobre problemas administrativos. Não quis estender a entrevista. “Não estou na cidade, mas desconheço essa situação. O consutório poderia estar fechado por causa da greve”, se limitou a dizer a secretária.
 

   Enquanto isso, Sérgio capitalizado, inclusive eleitoralmente, sobre os problemas que municípios como Várzea Grande e Cuiabá enfrentam para tocar a saúde pública. O deputado afirma que cerca duas mil pessoas estão na fila da cirurgia ortopédica pelo SUS em Mato Grosso. Se mostrou indignado também com as enormes filas de pacientes em busca de atendimento nas unidades de saúde e com o fato de um dos consultórios do pronto-socorro de Várzea Grande estar trancado, inclusive com aviso na porta sobre falta de equipamentos - saiba mais aqui. 

    A secretária Jaqueline é esposa do também médico e deputado Wallace Guimarães (PMDB), relator da CPI da Saúde. A comissão foi criada justamente para investigar o que levou o setor a entrar em colapso em todo o Estado, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande. Nestas duas cidades os médicos deflagraram greve. Na Capital, a situação foi amenizada com retorno dos médicos ao trabalho, após 75 dias de braços cruzados. Em Várzea Grande, a categoria mantém a greve. 

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