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Blog Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016, 17:14 - A | A

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016, 17h:14 - A | A

Governo cogita escalonamento de salários, mas ressalta esforço para evitar a medida

Jacques Gosch

Gcom

Taques reunião-secretariad

Possível escalonamento salarial foi cogitado pelo governador em reunião com secretariado nesta 5ª

O governador Pedro Taques, que reuniu o secretariado na manhã desta quinta (22) para tratar de medidas para enfrentar a crise econômica que afeta Mato Grosso, não descartou a possibilidade de escalonar  os salários do funcionalismo público estadual.  O possível escalonamento salarial levará em consideração categorias e faixas salariais, buscando preservar os servidores que ganham menos.  A medida foi cogitada durante a reunião que serviu para definir as ações prioritárias e o reordenamento das despesas para contenção das dificuldades financeiras.

Com o possível escalonamento,  parte do funcionalismo é paga em um dia e parte em outro. A data é definida conforme a faixa salarial. Atualmente, a  crise financeira enfrentada pelos estados está afetando o pagamento de funcionários públicos em ao menos 12 deles e no Distrito Federal. 

 Além do escalonamento,  atrasos de salários ou verbas adicionais, os governos têm adotado três outras estratégias. A mais comum delas é parcelar os pagamentos. A terceira estratégia é empurrar para a frente a data de pagamento dos servidores, alterando as datas dos depósitos. 

“Desde o início do Governo, o caixa é apertado. Mesmo assim, os salários sempre foram pagos todo dia 31. Se chegarmos ao final deste mês sem recursos suficientes para honrar a folha, a única saída será o escalonamento ”, declarou membro da equipe de Taques.  

 Segundo o interlocutor, o escalonamento está sendo cogitado porque setembro pode ser considerado como mês atípico. “Além do repasse do duodécimo dos Poderes para garantir os salários mediante Termo de Ajustamento de Conduta, o Governo precisa arcar com a parcela da dívida dolarizada junto ao Bank of America”, completou. 

 Entretanto, o integrante da equipe de Taques ressaltou que o Executivo está fazendo todo o esforço para evitar o escalonamento. Como exemplo, citou os decretos que buscam reduzir os gastos com o funcionamento da máquina e o horário de expediente dos órgãos públicos, além da busca de soluções junto ao governo federal. "Medidas como demissões ou não pagamento das parcelas da RGA estão descartadas", garantiu. 

 Após a reunião, Taques fez postagem no Facebook. Embora não cite a possibilidade de escalonar salários, o governador reafirmou que a situação das contas públicas é preocupante e atribuiu a situação a medidas que considera irresponsáveis,   adotadas no passado. 

 Taques também anunciou que está buscando agendar audiência com o presidente da República Michel Temer (PMDB) para expor novamente a gravidade do problema. O governador lembrou ainda que a União deve mais de R$ 400 milhões do FEX e que a queda vertiginosa dos repasses federais está acarretando dificuldades para manter o custeio da saúde nos municípios. 

 Além disso, Taques ressaltou que a crise não é exclusiva de Mato Grosso. Por isso, justifica a assinatura da carta direcionada a Temer com pedido de auxílio de R$ 7 bilhões para socorrer os estados que avaliam decretar situação de calamidade. 

 Diante da situação, Taques cancelou viagem para Bolívia, onde cumpriria compromissos oficiais durante três. O  secretário de Desenvolvimento Econômica Ricardo Tomczyk vai substituí-lo nas agendas.  

Como o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) está em férias, a chefia do Executivo seria repassada ao presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB). Com a decisão de Taques, o tucano perdeu a oportunidade de assumir o Governo do Estado pela segunda vez. 

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João Moessa 23/09/2016

Governo V................. da incentivo para empresas que não merecem e depois fica chorando. Se você fizer compra em um mercado com sede aqui em Mato Grosso a média de imposto é de 31,08 % se fizer em um grande mercado com sede em outro estado a média é de 3,55 %, mas os preços finais aos consumidores são bem parecidos nos dois mercados as vezes o que paga menos imposto cobra mais caro pelo mesmo produto da mesma marca do que o mercado que mais impostos. Pior de tudo isso é que meus colegas servidores públicos compram nesse grande mercado com BENÉF............................ICIA do Governo do Estado e deposi ficam querendo aumento, vamos fazer campanha contra essa pouca vergonha que as finanças do Estado vai melhor. Eu compro nesse mercado que praticamente NÃO PAGA IMPOSTO por insistência da minha esposa senão não compraria. Se quiser comprovar mostro planilha que estou fazendo desde 01/01/2016 com todas minhas despesas e seus respectivos tributos para mostrar que ISSO É UMA VERGONHA, plagiando Boris Casoy.

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Everton 22/09/2016

O engraçado é a contradição nisso tudo. Nessa matéria o governador chora, chora, chora, mas se o Estado está tão feio assim, porque vive passando na televisão aquela frase enjoativa: "Tá tendo transformação..." mostrando as obras de pavimentação e tudo mais !? Muito contraditório, Sr. Taques. No meu humilde entender, penso que um Estado em crise não pode estar em transformação. Ou está com dificuldade financeira ou não está. Quer dizer que tem dinheiro para encher o Estado de asfalto, mas para pagar os seus servidores, não tem ? A família daqueles que fazem o Estado funcionar não quer comer asfalto no café da manhã, na almoço e na janta.

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CANDIDO 22/09/2016

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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joaoderondonopolis 22/09/2016

Mas, e a arrecadação? e anistia fiscal? Continuo não entendendo.

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Giltinho 22/09/2016

Esperem aí: o governo discursou de que precisava parcelar o RGA pra poder manter os salários em dia! Ele Pedro Taques não deu outra escolha ao fórum sindical. Ou aceitava o parcelamento do RGA ou, ia atrasar os salários dos servidores. Ficou o RGA com o parcelamento, porem, os salários em dia. Este governo ta perdidinho mesmo.Uma hora fala um coisa, notro dia ja fala diferente, não tem palavra de homem. E como fica as dividas dos servidores junto aos seu credores, que vence no início de cada mês? Este governo ta igualzinho o Wilson Santos, falam muito e prometem muito e nada.

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Nda 22/09/2016

WILSON 45 - O MELHOR PRA CUIABÁ

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6 comentários

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