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Nacional Quinta-feira, 02 de Abril de 2026, 15:41 - A | A

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FEMINICÍDIO

PM aposenta coronel preso por matar a esposa: salário passa de R$ 30 mil

A aposentadoria do coronel foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (2/4) e acontece em meio à análise de possível demissão

Enzo Marcus
Metrópoles

A Polícia Militar (PM) aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa policial militar Gisele Santana com um tiro na cabeça. A aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2) — o texto esclarece que a corporação vai pagar o salário integral do oficial como forma de pensão.

Reprodução

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto preso por matar a mulher Gisele Santana

De acordo com o Portal da Transparência do governo do estado e como já divulgado pelo Metrópoles, o coronel ganhou, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 28.946,81, acrescido de abono de R$ 2.995,43. O valor corresponde a quatro vezes mais do que recebia a esposa morta, que ganhava R$ 7.222,33 mensais.

Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o ocorrido como feminicídio. O tenente-coronel sustenta a versão de que a esposa tirou a própria vida até o momento.

A decisão de aposentar o tenente-coronel acontece na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que havia mandado instaurar um conselho deliberativo para analisar a demissão de Geraldo Neto do oficialato.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Os diálogos desmentem a versão sustentada por Geraldo Leite Rosa Neto de que a esposa não aceitava o fim do casamento e que teria sido esse o motivo de seu suposto suicídio. Isso, segundo relatório do 8º Distrito Policial (Brás), “demonstra, mais uma vez, que o indiciado manuseou o celular da vítima, apagando as conversas para sustentar sua versão de que seria o responsável pelos pedidos de separação, e não a vítima”.

Horas antes de ser baleada, Gisele escreveu que concordava com o divórcio. “Tem todo o direito de pedir o divórcio […] Pode entrar com o pedido essa semana”, afirma, não deixando margem para dúvida sobre sua decisão.

Cerca de oito horas e meia após essas mensagens, como indica investigação da Polícia Civil, Gisele foi baleada na cabeça, com a arma do tenente-coronel, na sala do apartamento em que moravam, no centro da capital paulista.

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Leo 02/04/2026

PQP....isso são os militares....ganham aposentadoria de mais de 30mil, quando matam uma mulher....uma pessoa, assim.... E aí, tem gente que defende essa galera em escolas para ensinar disciplina, moralidade, bons costumes.... descartando ou substituindo educadores.... Normalizaram isso no MT, a sociedade aceita... Onde está a justiça? Políticos que defendem isso, deveriam ser processados também.... A humanidade está doente....e perversa....

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1 comentários

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