06 de Abril de 2026
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ECONOMIA Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 14:02 - A | A

Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 14h:02 - A | A

Evolução

Confiança do empresário melhora, mas comércio ainda pisa no freio em MT

Índice permanece abaixo dos 100 pontos e mostra empresários cautelosos, mesmo com melhora nas expectativas

Da Assessoria

Mesmo com uma leve reação em março, o comércio mato-grossense ainda caminha com o “freio puxado”. Pelo terceiro mês consecutivo, os empresários seguem mais pessimistas do que otimistas, mantendo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) abaixo da linha dos 100 pontos, que indica cenário positivo.

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Casal compras sacolas na m�o

Em março, o índice alcançou 95,9 pontos, registrando um discreto avanço de 0,1% em relação a fevereiro. Apesar da melhora, o indicador segue na chamada zona de insegurança e ainda está 4,1% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), analisados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), apontam que o empresariado continua cauteloso, especialmente diante das condições econômicas atuais.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, reconhece a leve recuperação mensal, mas pondera que o avanço ainda é insuficiente para reverter o cenário de insatisfação na comparação anual. “O índice atual reforça a persistência de um ambiente de cautela entre os empresários, ainda que existam sinais pontuais de melhora nas expectativas futuras”, afirmou.

Esse movimento aparece nos indicadores de expectativa e investimento, que cresceram 1% e 0,4% em março, respectivamente, sugerindo uma melhora moderada na visão dos empresários sobre os próximos meses.

A pesquisa também revela um dado positivo: 63,3% dos comerciantes pretendem ampliar o quadro de funcionários — número superior aos 56,2% registrados no mesmo período do ano passado.

Apesar disso, o cenário de curto prazo ainda preocupa. O Índice de Condições Atuais do Empresário recuou 1,5% no mês, refletindo a percepção negativa sobre a economia. Entre os entrevistados, 78,1% afirmaram que as condições atuais da economia brasileira pioraram.

Para Wenceslau Júnior, o momento é de transição. “A confiança empresarial hoje está mais ancorada nas expectativas futuras, enquanto a percepção da economia — tanto atual quanto futura — ainda segue pessimista”, concluiu.

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