Desde 2006
Romilson Dourado
Romilson Dourado é jornalista há mais de 20 anos. Escreve neste blog desde 2006. Formado em Letras e em Comunicação Social.
Foi professor. Trabalhou como repórter, editor e apresentador de TV. Neste Blog, acompanha e comenta os bastidores da política, com notícias exclusivas, e outros temas relevantes.
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Vários deputados estaduais, empossados em fevereiro de 2025, mudam de partido e agora buscam novo mandato
Com o fim do prazo da dança das cadeiras na Assembleia Legislativa, o Republicanos do governador Pivetta se torna dono da maior bancada, com cinco deputados, o MDB vem em seguida, com quatro, e três legendas (Podemos, União e PSDB) dividem a terceira bancada, cada uma com três parlamentares.
Agora, 23 dos 24 deputados vão em busca da reeleição, enquanto Janaina Riva sonha com vaga de senadora.
O Republicanos, que contava com Diego Guimarães, Valmir Moretto e Nininho, receberam José Eugênio e Paulo Araújo, formando o chapão da morte, já que a projeção é de garantir nas urnas entre três e quatro vagas.
O União Progressista perdeu dois assentos, com a saída de Paulo (então no PP) para o Republicanos, e de Eduardo Botelho para o MDB. Ficaram Júlio Campos, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco. O Podemos, que não tinha representante, agora forma bancada com três: Max Russi, Beto Dois a Um e Fabio Tardin. O PSDB também registra três. Contava com Carlos Avalone e recebeu Juca do Guaraná (ex-MDB) e Chico Guarnieri (ex-PRD).
O MDB, com Botelho, passa a ocupar quatro assentos. Os demais são Thiago Silva, João José e Janaina. O PT segue com dois (Lúdio Cabral e Valdir Barranco), assim como o PL, que perdeu Elizeu Nascimento, mas ganhou Faissal Calil. O outro da legenda liberal é Gilberto Cattani.
Dois partidos agora só registram um representante: o PSD, com Wilson Santos, e o Novo, com Elizeu.
As novas bancadas na Assembleia
O empresário Carlos Ernesto Augustin, o Teti, filiado ao PT desde 2023, se desincompatibilizou da presidência do Conselho de Administração do Embrapa, da assessoria especial do Ministério da Agricultura e de oito conselhos de órgãos do União, para poder concorrer às eleições de outubro.
E as articulações de bastidores indicam que Teti deverá entrar de primeiro-suplente ao Senado na chapa de Pedro Taques (PSB), mesmo sob resistência da maioria ds petistas.
Se essa composição se confirmar, será um baque para o ex-ministro e senador Carlos Fávaro (PSD), que vai à reeleição. Embora esteja num partido que concorrerá à Presidência com Ronaldo Caiado, Fávaro já avisou que fará campanha para Lula e espera apoio da esquerda, capitaneada pelo PT.

Privilegiado pela condição de militar, o coronel PM César Roveri, pré-candidato a deputado federal, pode oficializar sua filiação partidária até as convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Nos bastidores, porém, ele já definiu qual partido integrar. Não irá nem para o União Progressista de Mauro Mendes e nem para o Republicanos de Pivetta. Este Blog apurou que ele comporá a chapa do Podemos de Max Russi.
Roveri se desincompatibilizou na semana passada do comando da secretaria estadual de Segurança Pública esperando vitória neste primeiro teste das urnas por cargo eletivo. Mas não será fácil.
Dentro do Podemos, que, no máximo, fará uma das oito vagas em disputa, considerando que o quociente eleitoral será de 230 mil votos, dois estariam na briga, sendo eles o federal Nelson Barbudo e o ex-federal Neri Geller, com Roveri na retaguarda.
Os demais, como o pastor Marcos Ritela, o delegado de polícia Frederico Murta e as vereadoras Kalinka Meirelles (Rondonópolis) e Gisa Barros (Várzea Grande), vão concorrer mesmo para marcar posição e ajudar nos votos de legenda.

Em meio a várias articulações, reuniões, protestos e pressões, o deputado Paulo Araújo e o suplente Gilberto Figueiredo conseguiram entrar no Republicanos.
Ambos passaram os últimos dias se articulando e, inclusive, pedindo apoio do Palácio Paiaguás para entrar no Republicanos. Agora, está criada a chapa da morte com cinco deputados brigando pela reeleição, sendo eles Nininho, Moretto, Eugênio, Diego e Paulo, além dos ex-secretários de Estado, Gilberto Figueiredo (Saúde) e Alan Porto (Educação), da vereadora de Cuiabá, Maysa Leão, e do ex-prefeito de Sorriso, Ari Lafin. O REP deve fazer três vagas.
Com a saída de Paulo e Gilberto, a chapa do União Progressista se vê mais aliviada, com três deputados, sendo ele Dilmar dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos.
Rodinei Cresêncio/Rdnews

O ex-deputado federal Neri Geller deixou o Republicanos e se filiou ao Podemos para concorrer à Câmara dos Deputados. A mudança de última hora foi articulada pelo presidente estadual da sigla, deputado Max Russi, e teve respaldo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A avaliação é de que agora Neri tenha chances de se eleger, já que o Republicanos só deve fazer uma vaga à Câmara Federal, e esta tende a ser garantida pelo deputado de 2º mandato Juarez Costa, que deixou o MDB e deve ser o puxador de votos do partido.
Ex-deputado federal, ex-secretário nacional de Política Agrícola e ex-ministro de Agricultura por alguns meses no governo Dilma (PT), Neri está se cacifando para tentar retornar à Câmara dos Deputados.
Com a chegada, o Podemos de Max Russi terá Neri e o já federal Nelson Barbudo como principais nomes da chapa.
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Após diversas articulações e reuniões durante o feriadão de Sexta-Feira Santa, os deputados Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo e o suplente Gilberto Figueiredo recuaram de migrar para o nanico Agir e permanecem no chapão do União Progressista (UB/PP).
Este Blog apurou que os parlamentares não obtiveram respaldo da direção nacional e decidiram não arriscar a tão buscada reeleição. Com isso, o chapão se torna bastante competitivo, pois reúne 5 nomes bem fortes. A tendência é de o grupo conseguir 3 cadeiras na Assembleia Legislativa.
O Dia D da janela partidária também selou o destino de Sebastião Rezende que, após receber ultimato direto do ex-governador Mauro Mendes para deixar o União Progressista e procurar outro partido, vai continuar no chapão.
A avaliação foi de que, caso ele fosse boicotado, a chapa perderia eleitorado, já que o parlamentar tem bastante apoio da Igreja Assembleia.
Reprodução
Deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo vão sair do União Progressista para tentar reeleição no Avante
No penúltimo dia do fechamento da janela partidária, marcada por muitas articulações e reuniões tensas nesta feriado de Sexta-Feira, os deputados Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo estão praticamente decididos a migrar para o nanico Agir, e não mais o Avante.
E querem levar juntos o suplente de deputado Gilberto Figueiredo. Eles saem do União Progressista (UB/PP) para tentar a reeleição em outra legenda, o que facilita a permanência no União do também deputado Sebastião Rezende, que tinha sido "convidado" a sair.
Agora, enquanto o inexpressivo Agir vai buscar montar chapa para fazer uma vaga, acreditando na segunda pela sobra de votos, com Dilmar, Paulo e Gilberto na lista de mais competitivos, o UB/PP terá dois como os principais candidatos, justamente os deputados Rezende e Júlio Campos.
Depois de encontros e desencontros, o Palácio Paiaguás, sob Pivetta e Mauro, que serão candidatos majoritários, avaliou que se Rezende saísse teria um grande prejuízo eleitoral por causa do público evangélico, que já deu seis mandatos ao deputado.