O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) afirmou que, após o fechamento da janela partidária, o partido precisa “olhar para dentro” com calma para definir os 25 candidatos a deputado estadual. Dilmar também negou que tenha cogitado migrar para o Agir, como foi ventilado nos bastidores no fim de semana. Segundo ele, havia um acordo interno entre deputados com mandato para reorganizar a chapa.
A ideia era que Eduardo Botelho migrasse para o MDB e que Sebastião Rezende também buscasse outra legenda. No entanto, ambos permaneceram no União Brasil. “Entre nós quatro, havia o entendimento de que dois sairiam. Eles mesmos pediram para que eu ficasse, até pela minha história no partido, que eu ajudei a construir e presidi. Tenho identidade com o União Brasil”, afirmou.
Dilmar detalhou que Botelho chegou a se viabilizar no MDB, enquanto Rezende teria se comprometido a procurar outra sigla, mas não avançou nas articulações. “Nós tínhamos combinado que eu e o Júlio Campos ficaríamos. Não vou dizer que houve descumprimento, mas o combinado era esse”, pontuou. Nos bastidores, a informação é de que Rezende teria condicionado a saída à ida para partidos mais competitivos. Como não conseguiu espaço, permaneceu na legenda.
Apesar do impasse, Dilmar evitou críticas diretas. “Ele é deputado, tem o direito de estar filiado e de disputar. O combinado era outro, mas tudo bem”, disse. Diante do cenário, o parlamentar avalia que o União Brasil, atualmente com três deputados estaduais, dificilmente conseguirá repetir o desempenho nas urnas. “A chapa não ficou boa. Acho que conseguimos eleger dois. Para fazer três, vai precisar trabalhar muito”, afirmou, ao destacar que o excesso de parlamentares com mandato acaba afastando novos nomes.
Apesar disso, ele afirma que já recebeu manifestações de filiados interessados em disputar e que o foco agora é estruturar a chapa dentro da federação União Progressista (UB/PP).









